Ela era uma garota comum.
Levantava todo dia ainda de madrugada para pegar o primeiro ônibus que a levava ao trabalho. Naquela manhã algo estava diferente.
Não era apenas por ser uma manhã de natal?
Ela adorava o natal, a magia do natal, a magia que contagiava as pessoas, as ruas enfeitadas, as pessoas sorridentes, abraços e beijos, beijos e abraços, e mais sorrisos.
Porém, nesta manhã quando estava entrando em sua cabine para continuar as cobranças que o pedágio nos obriga sentiu-se solitária, sentiu uma vontadezinha de poder compartilhar aquele momento com alguém. Um alguém que pudesse abraçá-la, um alguém em que pudesse sentir confiança e vontade de nunca sair de perto.
Estava perdida em seus pensamentos quando o primeiro carro apareceu entregando o valor pedido, ela sempre muito simpática desejou boa viagem e um natal feliz. O carro saiu logo em seguida.
No próximo carro estava um rapaz sorridente e muito bonito. Cumprimentou-a com um sorriso largo e um "bom dia" cheio de alegria! Ela sentindo essa energia puxou conversa perguntando se ele iria ver a família para a noite de natal. Ele ainda com o olhar radiante disse que sim, e que também veria sua noiva que estava grávida do primeiro filho do casal. Despediram-se desejando votos de felicidade. O terceiro carro apareceu e um rapaz carrancudo entregou-lhe o dinheiro pedindo rapidez ao devolver o troco. Sem deixar-se envolver por essa atitude rude entregou-lhe o troco desejando-lhe um "Feliz Natal", ele por sua vez fechou o vidro do carro e acelerou.
Ela pensou, que rapaz infeliz. Deus o acompanhe onde quer que esteja indo!
Os próximos carros apareceram, um com um casal de velhinhos, outro com uma moça simpática, outro com uma família volumosa, outro um tanto solitário, assim como ela.
Já quando estava indo embora, saiu pensando nas pessoas que passavam por ela seguindo viagem.
Às vezes viagens à trabalho, às vezes à passeio, outras vezes para visitar pessoas distantes ou mesmo, diferentes cidades, outras vezes para aprender novos caminhos.
Às vezes pessoas felizes, às vezes pessoas tristes, muitas vezes pessoas cansadas de suas vidas, de suas viagens, outras vezes pessoas animadas por estarem viajando. Pessoas acompanhadas, pessoas solitárias, pessoas rudes e chatas e pessoas simpáticas.
Ela tinha que lidar com todos sem saber sobre suas vidas, sem saber sobre seu passado, sem saber sobre suas dores, sobre seus pesares, sobre suas conquistas, sobre suas vitórias, sobre suas derrotas e decepções. Sentia alegria quando um ou outro deixava-lhe saber uma novidade sobre sua vida, ou mesmo perguntar-lhe sobre o tempo.
Engraçado como ao mesmo tempo em que muitos estão indo, outros estão voltando. Ao mesmo tempo uns estão sorrindo e outros reclamando de suas vidas.
O que ela mais sentia era quando ouvia algum acidente em que houve mortos ou feridos no trajeto em que ficava, pensando se ele ou ela que morreu havia passado por ela, deixado seu "bom dia, boa noite" ou o que fosse.Ela sentia por eles. Sentia por suas famílias.
Desejava cumprimentá-los da melhor forma pois não sabia se essa pessoa retornaria.
Voltou para casa e desejou abraçar seus familiares com a maior força que podia.
Todos retribuíram seu gesto, felizes por ela estar ali. Ela não queria estar em nenhum outro lugar.
Levantava todo dia ainda de madrugada para pegar o primeiro ônibus que a levava ao trabalho. Naquela manhã algo estava diferente.
Não era apenas por ser uma manhã de natal?
Ela adorava o natal, a magia do natal, a magia que contagiava as pessoas, as ruas enfeitadas, as pessoas sorridentes, abraços e beijos, beijos e abraços, e mais sorrisos.
Porém, nesta manhã quando estava entrando em sua cabine para continuar as cobranças que o pedágio nos obriga sentiu-se solitária, sentiu uma vontadezinha de poder compartilhar aquele momento com alguém. Um alguém que pudesse abraçá-la, um alguém em que pudesse sentir confiança e vontade de nunca sair de perto.
Estava perdida em seus pensamentos quando o primeiro carro apareceu entregando o valor pedido, ela sempre muito simpática desejou boa viagem e um natal feliz. O carro saiu logo em seguida.
No próximo carro estava um rapaz sorridente e muito bonito. Cumprimentou-a com um sorriso largo e um "bom dia" cheio de alegria! Ela sentindo essa energia puxou conversa perguntando se ele iria ver a família para a noite de natal. Ele ainda com o olhar radiante disse que sim, e que também veria sua noiva que estava grávida do primeiro filho do casal. Despediram-se desejando votos de felicidade. O terceiro carro apareceu e um rapaz carrancudo entregou-lhe o dinheiro pedindo rapidez ao devolver o troco. Sem deixar-se envolver por essa atitude rude entregou-lhe o troco desejando-lhe um "Feliz Natal", ele por sua vez fechou o vidro do carro e acelerou.
Ela pensou, que rapaz infeliz. Deus o acompanhe onde quer que esteja indo!
Os próximos carros apareceram, um com um casal de velhinhos, outro com uma moça simpática, outro com uma família volumosa, outro um tanto solitário, assim como ela.
Já quando estava indo embora, saiu pensando nas pessoas que passavam por ela seguindo viagem.
Às vezes viagens à trabalho, às vezes à passeio, outras vezes para visitar pessoas distantes ou mesmo, diferentes cidades, outras vezes para aprender novos caminhos.
Às vezes pessoas felizes, às vezes pessoas tristes, muitas vezes pessoas cansadas de suas vidas, de suas viagens, outras vezes pessoas animadas por estarem viajando. Pessoas acompanhadas, pessoas solitárias, pessoas rudes e chatas e pessoas simpáticas.
Ela tinha que lidar com todos sem saber sobre suas vidas, sem saber sobre seu passado, sem saber sobre suas dores, sobre seus pesares, sobre suas conquistas, sobre suas vitórias, sobre suas derrotas e decepções. Sentia alegria quando um ou outro deixava-lhe saber uma novidade sobre sua vida, ou mesmo perguntar-lhe sobre o tempo.
Engraçado como ao mesmo tempo em que muitos estão indo, outros estão voltando. Ao mesmo tempo uns estão sorrindo e outros reclamando de suas vidas.
O que ela mais sentia era quando ouvia algum acidente em que houve mortos ou feridos no trajeto em que ficava, pensando se ele ou ela que morreu havia passado por ela, deixado seu "bom dia, boa noite" ou o que fosse.Ela sentia por eles. Sentia por suas famílias.
Desejava cumprimentá-los da melhor forma pois não sabia se essa pessoa retornaria.
Voltou para casa e desejou abraçar seus familiares com a maior força que podia.
Todos retribuíram seu gesto, felizes por ela estar ali. Ela não queria estar em nenhum outro lugar.
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