sexta-feira, 11 de maio de 2012

Gilberto


Ele era laranja e media aproximadamente 12 centímetros.
Era lindinho, mas solitário.
Morava em um quadrado estreito, sem enfeites ou plantas, apenas água por todo lado.
Não parecia ser feliz, não demonstrava nenhuma reação de afeto, nem mesmo quando me aproximava.
Ao contrário, parecia se assustar, ou talvez, orgulhoso que só ele, queria fazer com que me afastasse e fosse embora, o deixando em paz.
Sempre gostei dele, gostei muito dele.
Acho que não ficamos muito tempo amigos...
Mas, quando morreu... Ai que dor no meu coração!
Nem pude acariciá-lo enquanto vivo.
Nem mesmo tocá-lo me era possível.
Só o observava de longe, e admirava aquela cor laranja forte, contrastando com riscos brancos que vinham da barriga até perto da altura dos olhos.
Ah, aqueles olhos que nunca fecharam! Nem mesmo depois de morto...
Gilberto, Gilberto... Ah Gilberto!
Obrigada por ter existido por pequenos minutos essa noite em um sonho.
Mesmo morrendo, mesmo me fazendo ficar triste, posso sorrir, por saber que tive você.
Nunca tinha tido um peixe, ou talvez, nunca Tive um peixe...
Mas Gilberto foi real, até seu nome me lembro, e lembro que também ajudei nessa escolha.
Pode ser um bonito nome para um peixe, não?

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