sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Papai

Sabe, é difícil para um pai ver seus filhos crescerem.
Deve ser gratificante, vê-los se dando bem na vida, trabalhando, estudando.
Mas, deve ser difícil.
Esses dias estava em frente de casa com minha poodle.
Uma moça simpática parou e começou a acariciá-la.
Disse que queria muito uma igual, que a sua havia morrido semanas atrás. Fiquei com dó. Pensei que também ficaria bem triste no lugar dela.
Ela queria que eu cruzasse minha poodle com um cão que ela conhecia e que, segundo ela, era mansinho.
Não gostei. Não gostei de jeito nenhum.
A minha poodle!? Cruzar? Com um cão que eu nem conheço? E se for machucá-la? E se ela não quiser? Eu não vou estar perto para protegê-la...

Depois, pensando nisso minutos antes de dormir, juntei os fatos.
Ser pai é um dom. Ter pai é um privilégio.
Ele deve pensar a mesma coisa que eu pensei.
E se meus filhos arrumarem pessoas que vão machucá-los? Pessoas que eu não conheço e por isso, talvez não sejam confiáveis? E se eu não puder protegê-los?

É difícil crescer. Difícil pra quem cresce e difícil também pra quem observa.
Até então éramos crianças inocentes, que brincavam de boneca, carrinho, barbie, lutinha, bola.
Éramos unidos. Éramos só nós.
Acredito que o amor mais puro que existe é esse, de pai pra filho, vice-versa.
O tempo se encarrega de trazer e levar embora pessoas que aprendemos a amar.

Ele sempre estará lá.
E eu sempre estarei aqui, papai.


3 comentários:

  1. Má, você passa tanto sentimento com o que escreve. Fiquei emocionada. Beijo! Saudade.

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  2. Eu concordo com a Manu!
    :)

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