O primeiro foi por pura curiosidade, por estar me sentindo atrasada em relação as meninas da minha idade. Não foi bom. Não, o primeiro não. Não sei se era porque eu não sabia, ou se ele não sabia. Enfim, foi estranho. Mas, acho que aprendi. Tudo se aprende, oras bolas.
O segundo foi o cara que eu era apaixonada. Lindo, lindo, lindo. Acho que agora que tinha aprendido como era a coisa, fiz direito, e nossa... Bom, durou no máximo quatro meses. Lindos quatro meses. Era imatura sim, mas, ah, quer saber? Aprendi pra caramba. Com o fim, sofri pra caramba. Julgava ser o grande amor da minha vida. Fazíamos planos. Casa, carro, filhos...
Não devia ser assim, mas, com o sofrimento, a gente se fecha. Eu me fechei um pouquinho, ué, quem é que gosta de ficar sofrendo, de novo, e de novo?
O terceiro foi engraçado. Ainda estava muito abalada com o segundo, mas ai... como dizem, juntou-se a fome com a vontade de comer. Ele era lindo. Eu, de boa. Foi ótimo. Sem compromissos, sem pensar no amanhã. Um show. Um show inteiro. Um ótimo show. Foi show.
O quarto, ahh, o quarto. Esse me deu trabalho. Não era nada. Depois, começou a ser. Nasceu algo, do nada. Ele não queria nada. Talvez algum dia até tentou, mas, essas coisas a gente não escolhe. Acho que esse sempre será um amor platônico. Sabe, às vezes é bom. Desenvolve um lado mais sentimental... Mais ilusório. Não tem como medir amores. Quando o amor passa, a gente acha que o atual é muito mais intenso do que algum que já passou. Não sei dizer intensidade. Mas persistiu intensamente por bastante tempo.
O quinto foi ao acaso. Nesse, não juntou a fome com a vontade de comer. Foi mais força da situação. Sabe aquela coisa de... dois é par? Então, no caso, eram seis. Amigo do amigo com a amiga da amiga, que tinha uma amiga e ele um primo. Enfim, juntaram seis indivíduos querendo curtir a noite.
O sexto. Haha, engraçado. Muito engraçado. Surgiu. Dançou. Cantou. Passeou. Curtiu. Andou. Bicicletou. Conversou. Aconselhou. Sumiu. Haha, foi ótimo também. Era o que eu precisava, no momento que eu precisava. Sem sentimento. Sem saudade. Sem começo. Sem fim.
O sétimo. Hum... sete é o número da perfeição. Será que é finalmente... esse? Como o sexto, surgiu do nada. Foi chegando, foi chegando. Hey, espera ai, o que está acontecendo? É, não sei. É lindo. Sem promessas. Sem sofrimento. Vem ai um sentimento. Vem vindo, vem chegando.
Quer saber? Que venha! E que seja infinito, enquanto dure.
A vida passa, meu caro.
A vida passa!
Aprendi que nada é eterno, inclusive o sofrimento.
Depois que passa, ele vira um aprendizado.
E nessa vida, estamos para aprender.
Aprender a viver é complicado.
Mas, ué, ninguém nasce sabendo.
A vida passa, Lua.
ResponderExcluirE o ciclo sempre renova.
A vida passa!
e tem sempre aquele que vai ser pra sempre, mesmo que não hajam promessas de um sempre. Nós, e todo o passado somos e formamos um sempre.
ResponderExcluirViver é sofrer...
ResponderExcluiraprender é sofrer!
Sem sofrimento não há vida, sem vida não há aprendizado!