quarta-feira, 9 de novembro de 2011

What's up?

Hey Helena!
Você ainda vive aqui?
Não, não me esqueci de você.
Diariamente escrevo histórias e situações... mas que ficam na cabeça.
Escrevo sobre coisas que aconteceram, coisas que estão acontecendo e coisas que por certo acontecerão.
Escrevo sobre a roupa dela, sobre o sorriso dele, sobre o abraço apertado, sobre a ligação suave, sobre a mensagem de saudade, sobre amigos sumidos, sobre o que poderia ter acontecido.
Escrevo sobre ela, escrevo sobre ele, sobre aquele, não sobre o primeiro, mas sobre o segundo, mas também sobre o primeiro se não tivesse segundo, sobre aquele dia, aquela noite, aquele sonho, aquele aniversário, aquele abraço, aquele último beijo, aquele adeus, aqueles queridos, aqueles conhecidos, aqueles estranhos que passaram a ser comuns, aqueles que crescem, aqueles que vivem, aqueles que morrem, aqueles que estão pra morrer, aqueles que ainda vivem...
Escrevo. Sempre estou escrevendo. Essa prática é difícil de ser quebrada, mesmo com a vida corrida, sem tempo pra nada.
Esses dias fui lá na lagoa, lembra? Nossa velha lagoa?
Lembrei de cada um deles, descrevi o que foram e o que são agora.
Senti orgulho de todos eles, todos estão com as vidas praticamente resolvidas, apenas no começo delas, mas já caminhando sem a ajuda das mãos, sem a ajuda das rodinhas a mais.
Eles são lindos, sempre foram, e sempre serão.
Sinto falta, mas estão guardados em um lugar que nem o tempo, nem a distância conseguem apagar ou mudar. O que foi vivido, ainda vive, mesmo aqui, na memória.